On The Road – Jack Kerouac

“Que sensação é essa, quando você está se afastando das pessoas e elas retrocedem na planície até você ver o espectro delas se dissolvendo? – é o vasto mundo nos engolindo, e é o adeus. Mas nos jogamos em frente, rumo à próxima aventura louca sob o céu”

 

PS: Em breve será lançado o filme On the Road no Brasil. Os autores do blog, obviamente, estão ansiosos!

 

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Um pouco mais de Juatinga – Ponta Negra, Antigos, Antiguinhos e Praia do Sono

Ponta Negra

Ponta Negra

Imagine-se o leitor rodeado apenas de suas mochilas e poucos amigos numa praia tropical, na verdade em um sobejo recanto tropical, próximo a uma pequena e única comunidade, vendo o barco que o trouxe sumir-se no mar, no horizonte.

E assim começo a falar neste texto sobre algumas praias que descreverei melhor abaixo, aproveitando-me de um relato clássico de um antropólogo, Malinowski, que expunha com muita profundidade suas experiências intrigantes e seu sentimento de distância de seu entorno habitual.

Na verdade o prazer de ver a pequena embarcação desaparecer no horizonte apenas se estendeu aos dias que passei nesse local, em Ponta Negra, litoral sul do Rio de Janeiro, próximo de Ubatuba, São Paulo.

Além de Ponta Negra, as praias de que falo são Antigos, Antiguinhos e Sono. Aqui, em outros tempos, também já descrevi sobre outras praias da mesma península que, entretanto, ficam do outro lado, mais próximas da cidade de Paraty, como é o caso de Pouso da Cajaíba.

O acesso a estas três praias é o mesmo: deve-se chegar até o condomínio Laranjeiras (17 km do centro de Paraty) que fica na Vila Oratório próximo à Trindade. Para quem vai de ônibus, há a linha 1040, que tem suas saídas diretamente de Paraty. Para quem vai de carro o acesso se dá pela rodovia Rio-Santos, depois é preciso entrar na altura do vilarejo de Trindade prestando muita atenção nas placas para depois pegar o sentido Vila Oratório, onde estão localizadas as trilhas e embarcações que levam até as praias mencionadas acima.

Ponta Negra

A primeira que citei é Ponta Negra, a mais distante, incontestavelmente, a mais bela. Lá há uma pequena comunidade, poucas habitações e raríssimos bares. Entre bares, há o do proprietário Leley. Lembro que chegamos com vários amigos e já aportamos nesse bar para tomar uma cerveja. Para nossa surpresa, fomos recepcionados casualmente ao som de uma delirante trilha sonora composta por muitos blues, pois, sim, o proprietário possui um requintado gosto musical. Blues e Beatles estavam sempre no set list do boteco.

Os campings e hospedagens, em geral, são as residências dos moradores, como é normamente nos arredores da Juatinga. Ficamos acampados no quintal da casa de um morador local chamado Ismael. Ao lado do bar de Leley, há uma escadaria que dá acesso à residência de Ismael.

No camping coube aproximadamente sete barracas. Infraestrutura? Água pra tomar uma ducha, porém, só gelada. Mas Ismael, de certo modo, cobrou barato, e de quebra nos cedeu sua cozinha que utilizamos para fazer algumas refeições.

Pé nas trilhas

A primeira que fizemos liga Ponta Negra até Antigos e Antiguinhos, e seu nível de dificuldade é difícil. O caminho se inicia à direita (quando se está de frente para o mar). No caminho é necessário tomar cuidado ao chegar na Praia das Galhetas, visto que esta é muito pequena, onde há inúmeras pedras. Porém, deve-se seguir por esse caminho, digamos, assim, lapidoso, até chegar em uma ponte antiquíssima que dá acesso a continuação da trilha. Logo mais haverá um trecho que possui uma bifurcação dando acesso à cachoeiras.

É imprescindível o banho nas cachoeiras, principalmente, se estiver calor. Depois é voltar e cair pra Antigos e Antiguinhos. Abaixo as imagens revelam as praias e dispensam mais comentários redundantes no que diz respeito à beleza.

Antiguinhos

Antigos

Detalhe: Não há campings ou meios de hospedagem nessas duas praias.

Continuando na praia de Antigos, logo no final desta haverá o início da trilha para o Sono, a praia mais conhecida da região, mais populosa; porém esplêndida, de águas calmas, com muitos bares, sendo que alguns servem um indispensável açaí na tigela.

Praia do Sono

A trilha é pesadíssima, contudo não muito longa. Mas, novamente atenção e, sobretudo, tomar muito cuidado, caso chova. Há trechos íngremes, de difícil locomoção, tanto para ir como para voltar.

Um pedaço brasileiro remanescente e de beleza impar

Bom afirmar que essas praias jamais podem ser monopolizadas ou oligarquizadas por um pequeno grupo de pessoas. Fato simples: é de direito de todos viajar e visitar praias de nosso país, sem nenhuma restrição de acesso, pois, estas pertencem a Marinha brasileira. Tampouco, não devem ser propriedades particulares.

O mais importante é a busca pela preservação deste lugar, não apenas por parte de todos que ali habitam, mas, também dos viajantes, turistas, enfim, as pessoas que visitam este lugar. Todos precisam ter consciência de ajudar na precaução de danos no local, e que essas atitudes despertem plena consciência preservacionista para manter seu equilíbrio e estabilidade, pois é preciso ressaltar que esta área ainda se encontra  de certo modo resguardada, fato que infelizmente não ocorre em boa parte das praias da região Sudeste.

Como afirmam conhecidos pesquisadores da área ambiental, qualquer atividade antrópica, ou seja, qualquer manifestação para com o meio ambiente que envolva o homem, haverá impacto. Infelizmente, em maioria, estes acabam sendo negativos.

Então, que fique o brado incontestável por um turismo de mínimo impacto.

Crédito das fotos: Paulo Tácio e Danilo Motulo

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Floripa por inteiro gastando pouco

Nos últimos dias do ano de 2011 desembarcamos em Florianópolis para uma mochilada. Ainda aqui em Sampa fizemos uma programação da viagem, principalmente, demos muita atenção aos quesitos hospedagem, pois, procurávamos por diversos campings ou hosteis. Além de um teto pra ficar, analisamos e montamos alguns mapas estratégicos com base em pesquisas de internet e revistas especializadas, com intuito de organizar o que iríamos conhecer.

E sobre o que visitar em Floripa…

É uma infinidade de coisas: praias desertas, dunas em diversos locais, lagoas, ilhas, bares com cerveja catarinense de primeira qualidade, etc. No entanto, nossa procura foi pelos passeios mais afastados, como sempre, os que exigiam uma disposição mais aventureira. Aliás, pra quem gosta de trekking, a capital catarinense oferece trilhas de 15min até 6hrs, ou seja são trilhas, trilhas e mais trilhas para enfiar o pé na grama, na praia ou na lama.

Uma divisão interessante para conhecer Floripa e que acho importante citar é que estabelecemos que nossa viagem fosse dividida em Norte e Sul da Ilha:

Pelo Norte

Praia de Moçambique

Assim, começamos a desbravar a cidade pelo norte, na praia de Moçambique, muito ocupada por surfistas de diversos cantos, principalmente, do sul do país.  Lá ficamos no Camping Escoteiro – Rio Vermelho, localizado dentro de um Parque Estadual, com área muito extensa. Esta praia é bem vazia, quase deserta. Movimento mesmo só na estrada que leva ao camping, onde há pouquíssimos bares, tanto pra tomar uma cerveja ou apenas fazer uma refeição. Para quem leva fogão – nosso caso por exemplo -, bom dizer que há um pequeno mercado na região, cerca de 20 minutos do camping.

No camping Escoteiro fomos atendidos por Marcos, rapaz muito atencioso e que nos deu algumas dicas. O interessante deste camping são os pinheiros que trazem uma boa sombra e temperatura agradável. Problemas ocorriam às vezes, por exemplo, lá pela madrugada, quando éramos acordados pelas muitas quedas de frutos dos pinheiros em cima de nossa barraca.

Além da praia de Moçambique conhecemos as interessantes dunas na povoada praia dos ingleses. Recomendo o passeio nessas dunas, apesar da praia ser muito procurada e praticamente lotada. Vale curtir a vista e praticar sandboard, skibunda, ou outro esporte similar.

Dunas na Praia dos Ingleses

Do Norte pro Sul – Dicas sobre deslocamento na Ilha

O deslocamento pela Ilha não é complicado, pois há terminais de ônibus. Todavia, em alguns trechos o trânsito é caótico, talvez a engenharia de tráfego local pudesse estudar e ajudar a solucionar os problemas que vimos por lá.

Percebemos o seguinte: o Norte, a região central e proximidades da Lagoa da Conceição nos pareceu serem locais mais movimentados do que o Sul da Ilha, pois encontramos muito trânsito. Mas saliento que essa foi a percepção de um viajante, e não de um morador local que pode tecer críticas com mais perícia a esse respeito.

Não utilizamos carro na ilha, então não posso fazer recomendações do tipo.

Sobre bilhetes de passagens

Há também um cartão para os turistas, semelhante ao bilhete único de São Paulo, ou seja, um bilhete eletrônico que serve para agilizar nas cobranças de passagens e que pode ser adquirido no principal terminal da cidade, ao lado da rodoviária. É uma dica interessante para facilitar os deslocamentos. Com ele também é possível fazer uma integração nos terminais. Bom verificar isso para qualquer viagem no Brasil já que essa prática – o uso de bilhetes eletrônicos – tem sido adotada por muitas cidades.

Em direção ao Sul de Floripa

Praia da Armação

No Sul nos instalamos na Praia da Armação, no camping Tubarão de Sunga, isso mesmo, esse é o nome sui generis do camping, lá fomos atendidos por uma senhora argentina, proprietária do camping.

Pra nossa felicidade conseguimos um preço de camping razoável tal qual foi no camping escoteiro. No entanto (abrindo um parêntese), o camping demonstrava algumas limitações: a energia vez ou outra era desligada pelos proprietários que alegavam ser um problema constante na Ilha. Até aí tudo bem, quase sempre enfrentamos aqui e acolá limitações de infraestrutura em muitas cidades brasileiras, problemas que devem deixar qualquer morador local enfurecido, e não apenas turistas. Mas, no que se refere à hospedagem, o que nos irritou, ou seja, o problema maior foi ver alguns campistas que demonstraram não ter a menor prudência coletivista geralmente encontrada nas pessoas que acampam. Alguns destes campistas faziam muito barulho já na alta noite, dos mais variados e insuportáveis, até mesmo utilizavam eletrodomésticos, como aspirador de pó de última geração que só serviam para arruinar os tímpanos e paciência de qualquer ser vivo, pois, estes equipamentos eram infamemente ligados lá pela meia-noite, quando queríamos dormir tranquilamente escutando apenas o barulho de animais ou fenômenos naturais como o vento e a chuva.

Armação e seus arredores

A Praia da Armação fica ao lado da conhecida Praia do Campeche, e também da Praia do Matadeiro, esta última, uma bela praia que faz ligação, por meio de uma pesada trilha, à Praia Lagoinha do Leste, mais ao sul.

Optamos por ficar em Armação, pois era mais tranquila que a Praia do Campeche e também, por possuir uma estrutura interessante: mercados e restaurantes.

Praia do Campeche

Praia do Matadeiro

Trilhas do Sul

Da Praia da Armação para as trilhas no Sul é rápido, o sistema de transporte funciona bem.

Para chegar na Praia da Solidão é necessário pegar o ônibus Pântano Sul, destino bairro. De Solidão há acessos por trilhas para outras praias como a pequeníssima Praia do Saquinho, onde mora uma pequena comunidade, mas a praia é completamente deserta.

Trilha entre Praia da Solidão e Praia do Saquinho

Praia do Saquinho

Penhasco na trilha

Praia da Solidão

Praia da Solidão

Ilha do Campeche

As chuvas não foram tão cruéis conosco como haviam sido nos últimos finais de ano, entretanto, a ida à Ilha do Campeche foi, diga-se de passagem, uma visita parcial, sendo que não conseguimos fazer nenhuma trilha, apenas curtimos a praia neste paraíso.

Ilha do Campeche

Oficinas líticas - Observação de pedras e trabalhos arqueológicos, o que deu um tom de Indiana Jones em nosso passeio

Lagoa da Conceição

Lagoa da Conceição

Fomos também à Lagoa da Conceição, lugar movimentado e em alguns pontos lembra Riviera em Bertioga. Evidentemente, esses lugares não são do nosso gosto, preferimos curtir a natureza no seu estado que se aproxime do mais puro, ou no máximo lugares urbanos que sejam mais tranquilos, sem muitas aglomerações. Mas a Lagoa é bonita e vale a visita ao lugar.

Lagoa da Conceição

E por fim um chopp para comemorar

Esta viagem que fora repleta de atividades, trekkings, visitas à praias, dunas, encontros com muitos brasileiros e diversos estrangeiros foi finalizada no centro de Floripa. Lá tomamos um Shornstein, chopp catarinense, e assim viemos embora cansados, mas com boas lembranças da viagem a essa capital internacionalmente conhecida.

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Camburi e Boiçucanga filme

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Hoje decidi escrever sobre cinema e viagens. Não apenas escrever, mas também indicar alguns filmes que ajudam a despertar o desejo de pegar estrada. Os conhecidos Road Movies.

Um dos primeiros que vem a cabeça é Diários de Motocicleta, que conta as narrativas de Che Guevara, ainda jovem, antes de sua epopéia revolucianária pelas Américas. Vale pelas imagens incriveis da Argentina, Chile, visita às maravilhas como Machu Pichu, Deserto do Atacama, tudo isso envolvido pelo romantismo da viagem, pela relação de amizade de Guevara com seu amigo Alberto, pela beleza do povo latino, enfim, o filme desperta uma enorme sensibilidade no espectador.

Outro mais recente, feito pelo jovem Diretor, mas veterano ator, Sean Pean, é Na Natureza Selvagem (Into the Wild). O ator Emile Hirsch, mergulha profundamente no personagem Chris Mccdless, um jovem de 22 anos que decidiu largar tudo pra empreender uma jornada até o Alaska. o Filme é, também baseado em fatos reais, aliás, recomendo também o livro de autoria de Jon Krakauer da revista Outside, experiente montanhista que detalha bem a fundo a vida de Mccdless. Esse filme é recheado de aventuras, de envolvimentos pessoais do protagonista com muitas pessoas, frases e aforismos impressionantes que nos aludem a muitas questões sobre a natureza humana. Sem contar que a trilha sonora, assinada por Eddie Vedder, é de uma combinação perfeita.

E por fim, ou pelo menos por agora, hoje, termino indicando o clássico de Peter Fonda e Dennis Hopper, Easy Rider, ou Sem Destino aqui no Brasil. Talvez o maior road movie, o mais afamado. Rodado no auge do movimento hippie, o filme é uma completa viagem, acredito que a palavra viagem pode ter as mais diferentes conotações quando se fala em Easy Rider. Também, ainda conta com o sensacional Jack Nicholson e a própria filha de Peter Fonda, Bridget Fonda. Imperdível! Trilha sonora clássica: De Birds a Jimi Hendrix, torna o filme ainda mais empolgante.

Em breve escrevei mais sobre o tema.

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Ilha de Prumirim

Entre muitas ilhas na costa litorânea paulista, a Ilha de Prumirim tem um acesso muito fácil de se fazer. Rápida, pois não leva menos do que 15 minutos do continente até a ilha, barato, pois, o preço do barco que faz o traslado é uma pechincha.

Agua esverdeada, lembra a praia de Pouso da Cajaíba,  já descrita aqui, excelente pra mergulhar, praticar snorkeling ou simplesmente nadar, pois possui uma água superficial e calma.

Para chegar na Ilha, você tem de passar obrigatoriamente por Prumirim, descrita no post abaixo. Nada complicado, pois, esta praia é uma das mais belas de Ubatuba.

Há poucos bares no local, apenas dois ou três, que vendem pouquissimas coisas, água, cerveja e porções.

Vale a visita, um passeio de um dia, pois, não há possibilidade de acampar no local.

Mais informações:

http://saopaulonamochila.wordpress.com/2011/10/27/litoral-norte-parte-2-ubatuba/

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Ilha de Prumirim filme

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Litoral Norte Parte 2 – Ubatuba

Provavelmente, as praias de Ubatuba são as que figuram nas listas de mais belas do litoral paulista. Grande extensão praiana que faz divisa ao sul com a cidade de Caraguatatuba e ao norte com Paraty, estado do Rio de Janeiro, possui muitas trilhas, ilhas e praias.

Os locais mais populares ficam na região central do município, entre eles o Aquário, outros espaços culturais e muitos restaurantes.  Também, próximo ao centro, é possível pegar um barco no Saco da Ribeira para a Ilha Anchieta, que nem é tão conhecida, mas é uma excelente dica para passeio e caminhada nas trilhas do local, além de ser um dos melhores pontos de mergulhos do litoral paulista.

Vista do Belvedere – Ubatuba

Praia da Fortaleza

Também indicamos a praia da Fortaleza que fica dentro do Parque Estadual Serra do Mar, no núcleo Picinguaba. Tem uma enorme extensão, diferente de outras praias do litoral norte. Não há acampamentos, nem mesmo localizei qualquer meio de hospedagem, sendo assim, a praia é muito preservada.

Outra praia recomendada pelo São Paulo na mochila,  já que montamos acampamento por lá, é a praia de Prumirim. Para chegar neste local basta pegar, no centro de Ubatuba, um destes ônibus circulares: Prumirim, Ubatumirim, Almada, Picinguaba Divisa, ou mesmo perguntar na rodoviária sobre mais informações. Gosto sempre de lembrar que horários de ônibus e mesmo linhas podem, vez ou outra, sofrer mudanças, então, nunca é demais trocar uma idéia com a moçada local.

Sobre Prumirim (foto acima): o lugar é tomado pela tranqüilidade, há poucos bares e pouca diversão noturna, ainda que percebemos uma certa agitação por lá, quiosques com música. Vale a visita pela beleza da praia, ou mesmo fazer um passeio de barco até a Ilha de Prumirim, diga-se de passagem, passeio muito barato. No que diz respeito à Ilha de Prumirim é sempre uma profunda redundância falar das “bonitezas” brasileiras, não deixe de visitá-la! Próximo post colocarei mais fotos sobre o local.

Também vale o passeio  à cachoeira de Prumirim, muito próxima aos campings e as praias. Costumam ficar lotadas devido a localização e fácil acesso. A cachoeira fica na beira da estrada que liga Ubatuba a Paraty. Entretanto, percebi que estão bem preservadas para a felicidade geral da humanidade, fauna e flora local. No entanto, encontramos aqueles insistentes, que ainda jogam suas bitucas de cigarros no meio da mata ou próximo às pedras, infelizmente.

E tenho muito feito a seguinte indagação: será um trabalho árduo, será deveras difícil se organizar e separar um espaço na mochila para carregar um pequeno lixo?

Penso que não.

Cachoeira de Prumirim

Ilha de Prumirim

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Serra da Cantareira III – Núcleo do Engordador

Alguns dos posts mais acessados aqui no blog são os relacionados ao Parque da Cantareira. Tenho observado isso nos últimos tempos. Penso que muitas pessoas na nossa apressada cidade têm um desejo indispensável – nem que seja por pouco tempo – de abandonar o rumor das ruas e seguir por paragens menos tumultuadas. Em São Paulo, logo ali, na Zona Norte, tem muito verde.

Continuando as dicas sobre este Parque, neste post trago a sugestão do Núcleo do Engordador, onde há a possibilidade de se fazer as trilhas da cachoeira e do macuco. No núcleo há também uma das primeiras represas de São Paulo, a represa do Engordador. Aliás, este local recebeu o nome “engordador” devido ter sido uma fazenda em que se realizava engorda de gado por volta do século XVII.

A trilha da cachoeira possui um nível de dificuldade médio, podendo ser feita em aproximadamente 1h30min. Não há subidas monumentais como nas trilhas do núcleo Pedra Grande, porém, é bom tomar cuidado pois há trechos com pedras, principalmente, onde se localizam as quedas d’águas. Bom também dizer que a trilha como muitas do Parque Cantareira é bem sinalizada.

Constituída por uma vegetação densa, com enormes árvores em seu entorno, a caminhada pela mata é muito prazerosa, em alguns instantes o quase permanente silêncio é tomado por um barulho agradável de uma pequena cachoeira.

A trilha do macuco é ainda mais tranqüila, são apenas 646 metros. Alguns trechos a sinalização aponta que o solo é hidromórfico, caracterizado por excesso de umidade.

As duas trilhas possuem formato circular.

Há também uma trilha de 4km para mountain bike, no entanto, no dia em que fomos ela estava fechada.

Para chegar neste núcleo é muito fácil: você deve pegar o metrô até a estação Tucuruvi (linha azul), assim que descer nesta estação é preciso pegar o ônibus Cachoeira, que fica logo na saída à direita. Bom pedir para o cobrador ou motorista avisar sobre o ponto mais próximo ao parque. No fim de semana em que fomos não havia muita gente, mas o local geralmente é bem visitado.

Vamos torcer para que esse valioso canto da nossa cosmopo-lítica cidade não se degrade nunca e que todos que forem visitá-lo respeitem a fauna e flora que ali habitam.

E mais informações:

http://www.fflorestal.sp.gov.br/hotsites/hotsite/index.php?hotsite=cbe78e7d0560f4dddd411fcc9a7f3579

Outros posts sobre a Cantareira:

http://saopaulonamochila.wordpress.com/category/trilhastrekking/

E um vídeo:

http://saopaulonamochila.wordpress.com/2011/09/10/serra-da-cantareira-ao-som-de-gustavo-santaolalla/

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Serra da Cantareira ao som de Gustavo Santaolalla

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Sobre viagem independente e organização de roteiros

Não proponho aqui uma tentativa “autoajuda” de planejar um roteiro para viagem, apenas pretendo escrever sobre um ponto de vista teórico que possa ajudar a um embasamento para organizá-la. Aproveito a minha formação acadêmica em Turismo para sugerir algumas observações a esse respeito.

Muitos de nós já fizemos aquela viagem às pressas, decidida em última de hora. Uma vez, resolvi repentinamente pegar uma carona e ir para Ouro Preto. No entanto, a carona me deixou em uma cidade completamente oposta à região em que se localizava Ouro Preto. Por fim, não foi tão mal, acabei conhecendo outras cidades mineiras. Para um mochileiro, a mudança, ou mesmo a saída sem destino não é uma atitude absurda, sempre acabamos por encontrar um lado bom da “coisa”.

Há diversas fontes de referência hoje para ajudar viajantes, sendo elas impressas ou online. Deve-se pensar no seu gosto e pra onde quer ir. Um bom exemplo para refletir a respeito é a própria cidade de Ouro Preto, rodeada por outras muito interessantes que se junta a um roteiro histórico. Porém, por esta região também é possível conhecer lugares que o próprio turismo “empacotado” não vende, fazer trekkings interessantes, comer a farta comida mineira não apenas nos grandes centros, sem contar que em Minas quase tudo é possível de acontecer para um viajante!

Como organizar um roteiro

Pois bem, para organizar um roteiro de maneira mais prática é bom pensar em alguns passos:

Primeiro: Aonde quer ir? Que tipo de destino? Fazer o mapeamento geográfico do roteiro e a partir daí buscar informação do local é o primeiro pontapé. Na internet é possível conseguir croquis e mapas muito funcionais. Isso é importante pelo simples fato de organização, mas também para se preparar no caso de imprevistos. Tenho um exemplo no post sobre uma viagem a Penedo e Itatiaia em que, em princípio, íamos para Maromba, porém um contratempo nos impediu de visitá-la, e tivemos que desviar o roteiro, mas como havíamos pesquisado sobre outras cidades próximas não tivemos problema em resolver na hora o que fazer.

Segundo:  Transporte. Vai de carro? Caso não possua um, alugar é uma boa dica, às vezes, quando dividido o aluguel, pode sair mais barato do que uma viagem de ônibus, mas se a opção for este último, há muitos sites de empresas.

No caso de avião, bom fazer uma cotação de preços, escalas, conexões, a internet para isso é uma maravilha.

Ou para os mais aventureiros existem as possibilidades de se viajar de bicicleta, bastando apenas organizar a viagem e equipamento auxiliado pela sua experiência adquirida na própria cidade; e também a carona, ainda que no Brasil esta prática não seja tão difundida.

Pretendo escrever mais sobre estes dois assuntos (carona e bicicleta) em breve.

Terceiro: Hospedagens. São muitas opções: pousadas, albergues, residências que recebem pessoas, couchsurfing e campings. Observar se estes recintos disponibilizam refeições: café, almoço e jantar. Além disso, tenho posts que falo mais sobre campismo e hostels.

Quarto: este item seria a respeito do “estar lá”no local escolhido, ou que talvez caia de “pára-quedas”. Assim, é sempre bom organizar uma grana para a comida, pesquisar se há bancos no local, restaurantes, farmácias, hospitais e demais serviços como traslados (carro, barco, ônibus etc.). Programe-se, verifique os horários de parques, museus, etc.

Porém, reafirmo, cada um se organiza ao seu modo, levando em conta suas peculiaridades. Até sou bem crítico com relação a alguns roteiros pasteurizados feitos por agências de viagens.

Gostos por viagens são semelhantes ao gosto musical, há uma imensa diversidade. Viajar também depende daquela atividade que você tem mais afinidade, algo que pode representar mais para você.

Certa vez vi numa livraria em que trabalhava um título muito curioso e pretensioso de um livro : “A melhor viagem”. E, em outro dia, um cliente da mesma livraria ironizou tal título: “Oras! A melhor viagem é aquela que você faz!”. Penso que ele tenha razão, não gosto de dizer categoricamente que é necessário ir pra este ou aquele lugar, como geralmente algumas publicações o fazem, cada um irá escolher os caminhos que lhe apetecem. No blog mostro sim umas opiniões e visões até mesmo subjetivas dos lugares. Mas a intenção maior é indicar algumas descobertas que vamos encontrando ao longo dos nossos caminhos, e também conhecimentos com base técnica ou mesmo aprendidos com a expeirência, os erros e acertos, as “barbadas e roubadas”, e que acreditamos ter o dever de publicá-las.

Vista do Pico do Itacolomi em Ouro Preto

Já que toquei no assunto também no post, fica a sugestão de viagem para essa famosa cidade mineira!

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Provérbio Indiano

“Onde quer que o homem ponha o pé, pisa sempre cem caminhos”.

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Aiuruoca – Pico do Papagaio

A subida ao topo do Pico do Papagaio foi uma das trilhas mais cansativas e mais belas que fizemos até agora. Não há muita dúvida quanto a isso. Um dos picos mais altos da região Sudeste, esse lugar recebe tal nome devido, provavelmente, num tempo não muito distante ter sido morada de muitos papagaios, embora, quando da nossa passagem por lá, nos deparamos apenas com muitas maritacas.

Muito importante falar logo de início que a trilha só pode ser feita a pé, ou a cavalo; na primeira opção deve-se ter disposição, um pouco de preparo e experiência que seja mínima com trilhas, já na segunda escolha é preciso por parte da pessoa disposição, coragem e habilidade em cavalgar.

Estávamos em quatro pessoas como já até antecipei no post anterior sobre Aiuruoca/Caxambu. Combinamos com um taxista da região que nos levaria até a região do Pico, chamado Paulinho que ficou de nos encontrar às 7 horas da manhã na frente do Casarão do Franklin, local onde nos hospedamos.

Sabíamos que a subida seria difícil. Mas faltava a prova empírica. Chegamos por volta das 7h50min no camping Panorâmico, localizado na região da pedra, em direção ao Vale do Matutu. ficamos conversando com o dono do camping, Odilon, enquanto aguardávamos o guia que iria nos levar ao Pico. Estava muito frio naquela manhã e o sol já despontava no horizonte nos dando boas-vindas, mostrando que iria nos acompanhar e até mesmo, provavelmente, dificultar a subida.

Assim o guia chegou, seu nome era Ataíde, um sujeito baixo, magro, com muita simpatia e timidez mineira, estava acompanhado de um parente que iria também fazer a trilha. Ataíde trocou poucas palavras e começamos a tal saga. Era 8h05, e ele já de imediato nos alertou com sutil ironia: “vamos começar com subida pesada que já é pra acostumar”. Sem menosprezo, rimos daquilo, pois sabíamos da veracidade da expressão do nosso condutor, dificuldade que iria se progredir com o passar dos minutos.

Acredito que numa noite anterior, Leonardo, nosso amigo de viagem, havia falado que se importava em lidar com a respiração quando decidia fazer caminhadas desse tipo. Tratava de tentar equilibrar a minha e conversava vez ou outra com a Ana sobre isso. Penso que Leonardo tenha alertado para uma boa informação. E do mesmo modo preocupava-me também com questões físicas, no cuidado de fazer um alongamento, fato também importante.

Era o começo da caminhada e pensava sobre os perigos de se fazer uma trilha com nível de dificuldade tão alto, como a que estava realizando, e como essas coisas nos atormentam a mente bem no início da trajetória. Na volta, nem tanto: como diria o mais modesto ditado popular, todo santo ajuda, e essa descida seria impelida pela inércia do cansaço absoluto.

A paisagem compensava, as partes mais belas são quando podemos ver os inúmeros mirantes que vão aparecendo durante a trilha. Ataíde nos indicava as cachoeiras, os montes, outros picos, as cidades, enfim, o mundo. E a dificuldade, igualmente, crescia nesses descampados. O sol a pino, a mochila nas costas e os passos seguindo musicalmente a respiração ofegante. Belo visual, mas, seguramente, custoso.

O lenitivo era no meio da mata, contudo, somente galhos a serem transpostos. Vegetação não só exuberante, mas traiçoeira, principalmente para quem decide fazer o passeio sem estar acompanhado de um guia local, ou mesmo para quem já fez mais de uma vez a trilha e irá tentar a sorte sozinho. Em muitos trechos a trilha se divide como um rizoma, causando imensa confusão.

E seguíamos ao nosso destino. A pressão às vezes baixava. Parávamos a cada meia hora para comer e tomar água. E logo após, continuávamos.

E o Pico estava bem próximo, passamos por trechos da mata novamente abertos que parecia Cerrado, também havia indícios de pedra, topamos com grutas, fonte de água, e daí abastecemos nossas garrafas que eram consumidas vorazmente, tendo em vista que estávamos sendo consumidos pela lassidão.

 

Enfim, avistamos o gigantesco maciço rochoso e chegamos ao topo. Sentei extasiado. Não há como duvidar que foi uma das imagens mais lindas que já vi. Cercado por uma cadeia de montanhas, aqui peço desculpas para alguns geógrafos que afirmam não existir montanhas no Brasil, mas eu estava cercado por uma cadeia montanhosa verdejante. Só verde e azul, pouquíssimas nuvens no céu, que com muita certeza não atrapalhavam meu vislumbre. Era aproximadamente 12h20min. Havíamos levado mais de quatro horas para subir o Pico. Comigo só tinha a sensação de que nada mais valia a pena do que estar ali. E curtimos o lugar por algum tempo, pouco mais de uma hora.

Assim, preparamos o almoço nas alturas, aproximadamente 2100 m de altitude, no entanto, já vi relatos de pessoas que fizeram medições com GPS, que afirmam que o Pico do Papagaio é mais alto que isso, em outros relatos fala-se em um tamanho menor. Porém, não sei. O prazer mesmo foi estar ali, sentado, curtindo uma intensa ventania, um silêncio quebrado pelos diálogos de umas raras pessoas.

Após comermos nosso macarrão com grão de bico, uma comida muito providencial naquela circunstância, iríamos descer.

Assim fomos embora, era 13h30min. Para descer a coisa não foi tão fácil como imaginávamos. A preocupação está em se manter em equilíbrio, alguns poucos escorregões, outrora novamente cansaço. Por vezes, também, dores no pé. Enfim, todos reclamaram um pouquinho de algo, de sentir dores nas pernas, teve um ou outro problema em carregar as coisas, mas estávamos finalizando a aventura. Nessa parte o sol havia nos dado às costas.

Por fim retornamos ao camping Panorâmico, era 16h18min. Todo mundo exausto e com fome. Havia um bar que vendia queijo quente, com legitimo queijo mineiro e também um guaraná local que tinha uma garrafa muito curiosa, devido ao tamanho e quantidade, era aproximadamente de 180 ml, lembrava a antiga tubaína, muito conhecida e ainda presente nas periferias de São Paulo.

O guia Ataíde tomava um conhaque, pouco apresentava sinais de cansaço, puxava conversa e nos parabenizou dizendo que nem todas as pessoas seguem o passeio até o final, havendo muita desistência pelo meio do caminho. Eu aos poucos fui me entregando até sentar, extenuado, parecia que iria definhar, mas era apenas um suspiro imaginativo de uma falsa queda. Pois foi a fadiga mais intensa e catalisadora de endorfina no meu corpo que senti. Sentei e apenas sorri para a Ana, que me devolveu também com outro sorriso. Ali veio a confirmação e certeza de que havia aumentado nossas paixões por fazer caminhadas desse tipo.

Mais telefones úteis:

Camping Panorâmico e o grande camarada e Guia Ataíde: 035 98085914. Falar com Dna. Maria. Ou email de Odilon, simpaticíssimo, muito receptivo e que geralmente fica no bar do local: odipapagaio@yahoo.com.br. Recomendo! O camping é muito bem preservado fica a caminho do Vale do Matutu, bem na região da pedra, local com visual perfeito, propício para montar acampamento.

Veja também o post que traz mais referência e contatos:

http://saopaulonamochila.wordpress.com/2011/07/26/aiuruoca-caxambu/

E um vídeo da trilha:

http://saopaulonamochila.wordpress.com/2011/07/31/pico-do-papagaio-em-aiuruoca-ao-som-de-michael-brook/

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Pico do Papagaio em Aiuruoca ao som de Michael Brook

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Aiuruoca/ Caxambu

O bom de viajar são as pessoas que topamos pelos caminhos. Conhecê-las, encontrá-las, compartilhar não apenas experiências, mas visão sobre o mundo e as coisas que nos cercam, algo salutar nas trilhas e estradas. Mas antes das coisas, sempre as pessoas.

Aiuruoca foi escolhido por nós na última viagem, sendo que para essa convidamos dois amigos que conhecemos numa outra empreitada: Leonardo e Luciana. Nos encontramos casualmente pela primeira vez em Penedo, a partir daí trocamos os contatos e pronto: marcamos uma viagem, pois, logo foi percebido o gosto por arrumar a mochila e seguir andanças pelos mais remotos rincões de São Paulo ou do nosso Brasil, tendo como grande anseio se aventurar numa densa experiência sem deixar de lado as inclinações emocionais, o envolvimento com a viagem em si, comum aos nossos olhares.

A internet, atualmente, ajuda a criar laços entre pessoas que praticam esportes como trekking, montanhismo, ou mesmo apenas grupos de viagens que gostam de fazer travessias. Com isso estende amizades e sobreleva o lado interessante da rede. Mas, essa prática é certamente anterior a isso. Há diversos grupos, principalmente, aqui na região Sudeste que se reuniam, e na verdade ainda se reúnem para fazer tais atividades. O caso da net veio como algo a viabilizar e propagar ainda mais essas relações.
Do mesmo modo, há uma farta literatura de relatos de viagem que contam histórias e narrativas de relações pessoais nas viagens.


Quanto a nós e nossa curiosidade, disposição paras as fortuitas amizades que aparecem pelos caminhos, estaremos sempre prontos para mais uma.

Pequena parada em Caxambu


Antes de chegar e encontrar nossos amigos de viagem em Aiuruoca passamos em Caxambu, Minas Gerais. De São Paulo para Caxambu, a viagem é feita pela viação Cometa. Já em Caxambu é necessário pegar outro ônibus pela viação Sandra que leva até Aiuruoca.

Aqui o site da viação Sandra: http://www.viacaosandra.com.br/. Há possibilidades de se fazer a viagem diretamente para Aiuruoca, basta ligar para a viação Cometa pedindo mais informações sobre isso, pois mesmo no site dessa empresa não há tantas informações sobre isso.

Caxambu é uma cidade maior e mais populosa que Aiuruoca, com sutil desenvolvimento inserido no seu cotidiano. Percebemos que há muitos prédios, grande rede de hotéis, restaurantes, muitos eventos acontecendo regularmente, mercados, e aqui eu deixo como sugestão: se for comprar algo que acredite não encontrar com muita facilidade em Aiuruoca, é bom tentar fazê-lo em Caxambu.

A cidade é bem conhecida por possuir o Parque das Águas que faz parte do Circuito das Águas de Minas Gerais, são aproximadamente 12 fontes com propriedades e atributos distintos. Um parque muito simpático, bem preservado e organizado, vale a pena visitá-lo.

Tanto na volta como na ida fizemos um breve passeio pela cidade, tomamos um café bem reforçado e almoçamos. Ressalto o custo de alguns gastos: sem surpresa, digo, muito barato, já que em muitas cidades mineiras as refeições são bastante acessíveis, e não só, a fartura quase sempre vem como acompanhamento.


Em Aiuruoca

Quando estávamos nos programando para fazer a viagem até Aiuruoca realizei diversas pesquisas sobre hospedagem e informações sobre campings. Percebi que há meios de hospedagem pra todos os gostos e situações financeiras. Um dos campings mais difundidos na internet é o camping da Tati no Matutu, contudo, não consegui comunicação alguma com a proprietária, e mesmo já em Aiuruoca questionei um rapaz que morava perto do Pico do Papagaio e este me informou sobre a desativação deste camping.

Ainda em São Paulo resolvi ligar no centro de informação turística de Aiuruoca para pedir mais informações sobre hospedagens baratas e, com isso, um funcionário do local me indicou o casarão do Franklin.

Assim, fomos ao encontro da histórica e belíssima casa do século XIX e tivemos uma recepção inesquecível tanto pelo Franklin, o proprietário, bem como por parte de Salomé, uma senhora que também residia lá. Inclusive nos hospedamos em um quarto com vista para os fundos da casa e que nos brindava toda manhã um visual tipicamente interiorano, belas árvores, muitos animais, inclusive, um casal de tucanos hora ou outra aparecia também. A grande casa ainda tem vários quartos, e boas instalações, funcionando como uma pousada, além de incluir um café da manhã.


Andando pela cidade, encontram-se uns poucos restaurantes, inclusive, entre eles, uma boa pizzaria que funciona apenas no jantar, Dona Azeitona, com opções vegetarianas e caldos variados e deliciosos.

Indicamos, e não podemos esquecer dessa lembrança, a compra da cachaça local e, obviamente, queijos com preços muito bons.

Típica cidade do interior mineiro, simpática como quase todas desse estado, montanhosa, verdejante, com muitas cachoeiras, esparzindo calmaria, possuindo um tímido comércio e pessoas receptivas, Aiuruoca serve para salientar uma antiga afirmação positiva que tenho sobre Minas Gerais, devido minha experiência por algumas de suas cidades, reflete bem o estado de espírito do mineiro, povo do interior do Brasil, peculiar por possuir características diferentes das grandes metrópoles, dos grandes centros turísticos, de regiões litorâneas, tendo um local que nos impulsiona a uma outra forma de contemplação nas viagens, que nos faz avistar novas formas de perceber nosso país. Para terminar parafraseio Guimarães Rosa: Minas Gerais é o mundo!

Telefones úteis:
Hospedagem muito barata no casarão do Franklin: 035-33441230
Taxista Paulinho: 035-98224863

Mapa da região central e Igreja Matriz de Aiuruoca – Desenho feito por Ana Paula Freire

Próximo post será sobre a subida ao Pico do papagaio em Aiuruoca, e mais informações, dicas e telefones úteis da cidade.

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Brotas e Piracicaba ao som de Michael Brook

 

Veja também: http://saopaulonamochila.wordpress.com/2011/07/04/pequena-travessia-pelo-interior-de-sao-paulo/

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Pequena travessia pelo interior de São Paulo

On the road - São Paulo

No último feriado de carnaval alugamos um carro em conjunto com outros dois amigos para fazer uma pequena travessia pelas estradas paulistas e conhecer várias cidades. Fizemos nossas programações com horários, cidades para visitar, passeios culturais, apreciar a beleza cênica e muito mais. No entanto, a chuva foi impiedosa conosco e com a Região Sudeste!

E tem sido assim nos últimos verões.

Pensamos, antes de começar a viagem, em visitar Analândia, depois seguir para Brotas, passar em Itirapina, finalizar em São Pedro e talvez voltar pra casa, ou quem sabe passar em mais uma cidade. Esse seria um primeiro roteiro, de certo modo organizado, mas aberto para possíveis imprevistos.

Em Analândia, uma intempestiva chuva nos privou de ver o Morro do Cuscuzeiro

Devido ao contratempo do alto índice pluviométrico tivemos que mudar os planos. Nem tão mal assim. Como havíamos nos programado, iniciamos a viagem em Analândia, contudo, estava impossível de ver seu principal atrativo, o Morro do Cuscuzeiro, assim, seguimos para Brotas, onde pernoitamos duas noites no camping Três Cachoeiras com intercalações de chuva e pouco sol, mas, mesmo com isso visitamos belas cachoeiras nesta cidade.

O camping, de boa estrutura, fica muito próximo às cachoeiras. Além desse, há muitos outros perto do centro, mas a maioria fica na zona rural, como no bairro do Patrimônio, onde há inúmeras plantações de cana e uma grande represa.

Brotas há algum tempo é uma cidade badalada por praticantes de esportes radicais: Rafting, Canyoning, Bóia-Cross e muitos outros. Mas não só. A cidade oferece restaurantes de vários tipos e preços, além de ter como opções centros culturais e monumentos históricos.

E por falar em comida, já que a chuva foi a “senhora do tempo”, então, o que restava era praticar o lazer gastronômico: fomos comer em seu centro que tem boa referência da cozinha italiana.

Não conhecemos muitos locais recomendados, como a tal da “areia que canta”. Em uma nova passagem por lá provavelmente iremos visitá-la.

Belíssimas cachoeiras em Brotas

A passagem em Itirapina foi Interrompida pela neblina, iríamos visitar a famosa cachoeira do Saltão, todavia, descartamos essa idéia e seguimos para São Pedro.

São Pedro segue a mesma linha de opções de Brotas, tendo o penhasco Cruzeiro do Facão como o centro de prática de esportes nas alturas como parapente, asa-delta, voo panorâmico de balão. Entretanto, novamente entrou em cena a chuva que nos impediu de fazer qualquer atividade no Penhasco.

Centro de São Pedro

Apenas visitamos a Gruta dos Anões, localizada em um camping que recebe o mesmo nome. Ao que parece, a gruta está sob os auspícios do IBAMA, que fechou uma parte do local, e até mesmo, uma funcionária do camping nos relatou que algumas estalactites foram arrancadas. Mas vale a visita no espaço que é aberto e cobra uma taxa de visitação!

A cidade, além disso, oferece um bom centro e referência no que diz respeito às feiras de artes, artesanato, bordados, e muitas manifestações culturais.

Gruta dos Anões

De São Pedro rumamos para Águas de São Pedro, e a parada foi muito rápida, nosso interesse ficaria em terminar pelo menos a viagem na gigante Piracicaba.

O Rio de Piracicaba!!!! Relembrando um clássico da música caipira…

Realmente esse rio impressiona, principalmente, na Ponte Pênsil que leva ao Museu da Água, e vale ressaltar: não abre às segundas e terças. Como estávamos de passagem por lá bem numa segunda-feira, a visita ficou inviável.

Aparentemente muito limpo, o Rio de Piracicaba é muito belo, pois, podemos notar diversas aves se alimentando de peixes, como o curioso biguá que constantemente mergulha para caçar ficando um bom tempo submerso.

Na beira do rio há inúmeros espaços de lazer, passeios de barcos, e claro, uma fartura de comida e gastronomia caipira com muito peixe.

Piracicaba é uma cidade desenvolvida, urbanizada, com um centro que se assemelha às “correrias” do centro de São Paulo, mas que conserva uma característica peculiar caipira, mantendo seu principal atrativo, o Rio de Piracicaba, vivo.

Mais informações:

http://www.brotas.com.br/

http://www.saopedro.com.br/

http://www.piracicaba.tur.br/

O curioso Biguá, já visto por nós na Ilha do Cardoso e agora em Piracicaba

Imponente Rio de Piracicaba

Veja também:

http://saopaulonamochila.wordpress.com/2011/07/11/brotas-e-piracicaba-ao-som-de-michael-brook/

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Fazer uma lista/ Arrumar a mochila

Como se organizar, como organizar…

Cada um tem sua maneira peculiar de arrumar suas coisas, apenas quero deixar como sugestão experiências trocadas com amigos e vivência em viagens e trilhas.

Inicialmente devemos pensar pelos objetos fundamentais, como a quantidade de roupas convencionais: bermuda, camiseta, chinelo, produtos de higiene pessoal, evitando-se assim de esquecer coisas imprescindíveis para uma viagem.

Mas, acredito que a boa dica é fazer uma lista e sempre deixá-la em um local visível, por exemplo, no quarto ou na sala, enfim em um lugar fácil de encontrá-la para revisar antes de sair e que poderá ser utilizada em outras viagens.

Dividir essa lista em inverno e verão também serve como dica, pois são estações díspares, com consideráveis alterações no Brasil.

Outra possibilidade de divisão da lista é qual tipo de passeio pode ser mais atraente para você: praia, campo, visitar cidades, entre muitos gostos diversificados. Assim, como exemplo, se gosta de fazer trilhas, então, deve ficar atento aos equipamentos indispensáveis, como capas de chuva, tênis apropriado, bússola, ou equipamentos mais modernos como GPS, sacos de dormir, primeiros socorros e demais utensílios.

No caso de estar tomando remédios, bom ficar atento ao viajar para cidades muito pequenas em que o acesso é difícil para a compra de produtos mais específicos, e isso não só em lugares de acampamento selvagem, mas em regiões até mesmo já citadas aqui em nosso blog, como a Ilha do Mel, Pouso da Cajaíba, enfim, locais que não possui uma infraestrutura, digamos, completa se comparados às cidades de grande porte.

E arrumar a mochila? Uma boa maneira de arrumar a mochila para uma trilha, mas também servindo para outros tipos de viagens, segundo muitos especialistas da “estrada” e também pelas nossas experiências é a seguinte:

Desenhos feitos por Ana Paula Freire

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Trilha da nascente do Riacho Ipiranga ao som de Kaki King

Veja também: http://saopaulonamochila.wordpress.com/2011/06/03/jardim-botanico-sp-trilha-da-nascente-do-riacho-do-ipiranga/

 

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Jardim Botânico SP – Trilha da nascente do Riacho do Ipiranga

São Paulo, a cidade do asfalto, das pedras, do concreto, da velocidade, do ar poluído entre outras expressões que em muitos casos soam pejorativas. Porém, felizmente assim como na zona norte, a cidade ainda possui outras reservas verdes. Como é o caso do Jardim Botânico localizado na zona sul, próximo ao Zoológico, Aeroporto de Congonhas, estação São Judas do Metrô, etc.

Nesse local, o lazer, em especial, é contemplativo: diversos lagos, jardins, túnel de bambu, inúmeras espécies de plantas e flores contribuem para a formação do paisagismo do local. Conseqüentemente a fauna também é aliada: são muitos os pássaros para os adeptos do birdwatching, outras espécimes como o macaco bugio. Também pequenos lagartos, libélulas e por aí vai uma infinidade.

Há outros espaços educativos dentro do Jardim Botânico como estufas e um Museu. No site oficial os visitantes podem agendar visitas monitoradas, programas de conservação e educação ambiental.

 

Um dos passeios mais interessantes é a trilha suspensa, ou mais conhecida como a trilha da nascente do Riacho do Ipiranga. No local percorre-se uma trilha de madeira suspensa. É uma atividade indispensável para quem vai ao Jardim, pois, o visitante tem a sensação muito presente da mata, além de se deparar com animais, como o bugio e até preguiças. E no final da trilha, que é muito curta e suave de se fazer, há a nascente do rio Ipiranga, onde é possível ver a água brotando da terra.

E quando vier a fome depois de caminhar pelo Jardim Botânico, o local oferece um bom restaurante.

Enfim, esta é uma boa dica para um passeio curto e de fim de semana, fácil de ir de carro ou ônibus, na última alternativa basta pegar um ônibus na estação São Judas do Metrô, mas também há possibilidade de embarcar no Parque Dom Pedro.

Site oficial:

http://www.ibot.sp.gov.br/jardim/index.php

Veja também: http://saopaulonamochila.wordpress.com/2011/06/13/trilha-da-nascente-do-riacho-ipiranga-ao-som-de-kaki-king/

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